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Achei!!!

Achadinhos de agorinha, a começar pela Riachuelo do Centro:



Pérolas bordadas em jeans estão em alta. Achei gracinha demais essa camisa...





Chegaram esses tops de renda, são ótimos pra usar com blusas mais decotadas. Amei o off *-*



Amei demaaais essa sandália. Euzinha ando bem apaixonada por branco nos pés *-*




Bolsinhas:

Balenciaga Inspired 



E essa chocker estilosa e baratíssima.

Saí da Riachuelo, fui pra Pernambucanas e provei algumas coisinhas:





Amei o decote e o fato da estampa ser geométrica. O tecido não é muito estruturado tá? É mais molinho.






Adorei o shortinho e decidi bolar um mix de estampas em P&B. Achei fofinho *-*




Por fim essa blusa rosé bem fofa, com um precinho camarada! 

É pouquinho mas é de coração tá? rsrsrs

Beijos

5 atitudes que podem minimizar a bad do Instagram!

O Instagram é a minha rede social favorita, mas esse favoritismo não anula nem me deixa ignorar a existência de efeitos colaterais. Já fui uma vítima, assim como a grande maioria dos usuários e por efeito colateral quero dizer: aquele sentimento de tristeza, de insatisfação com a própria vida fruto, muitas vezes, da comparação desleal que insistimos em fazer. A famosa bad que surge quando a gente internaliza que a vida do outro é sempre mais divertida, o corpo/pele/cabelo do outro tem sempre mais beleza, as selfies da outra são sempre impecáveis, o relacionamento do outro é sempre mais romântico e linear, e com isso, a gente vai se diminuindo, se maltratando, menosprezando a própria vida, o próprio corpo, as próprias relações, até se dar conta de que o que era pra ser entretenimento virou motivo de abatimento...





Quando a gente se dá conta que a bad tá dando as caras, temos duas opções: sair da rede, excluir o aplicativo e evitar o efeito colateral, ou, fazer adaptações. Eu fico com a segunda opção por pensar que na vida, muitas e muitas vezes não podemos/devemos fugir do problema, mas sim encará-lo de forma que ele nos molde de uma maneira positiva, e também por pensar que em quase todas as circunstâncias, nada é 100% positivo ou 100% negativo, sempre há ônus e bônus. Decidi me adaptar a fim de maximizar o positivo do Instagram minimizando, consequentemente, o lado negativo, e, caso você queira isso também, eu sugiro que você comece com as seguintes atitudes:


1)  Selecione - COM CUIDADO - quem você irá seguir!

Parece um conselho bobo, básico e superficial demais, mas não é. Já perceberam como fazemos tantas e tantas coisas no modo automático? Acabamos fazendo isso na rede também, inclusive quando a gente passa a seguir o perfil do momento sem se questionar sobre os motivos que nos levaram a isso. Sabe aquela menina linda que você segue, que tem a estrutura corporal completamente diferente da sua, um poder aquisitivo coooompletamenteeee diferente do seu, ou aquela que tem atitudes que te irritam porque vão de encontro ao que você acredita/prega? Ou aquele cara que usa legendas padrão, frias e sem qualquer conteúdo que possa agregar, de fato, alguma coisa na sua vida? Pois bem. Observe bem se acompanhar essas pessoas te provoca sentimentos bons, ou se desperta em você os piores sentimentos, como por exemplo, aquela invejinha que aponta, aquela raivinha pela "perfeição" alheia, aquele desânimo com o emprego que malemá te propicia comer aquela pizza no lugar que você gosta porque os boletos comeram todo o salário. O mesmo questionamento deve acontecer se você segue aquele Instagram de fofoquinhas que todo mundo segue, que tem por objetivo gongar looks/pessoas/atitudes, quando, na verdade, você sofre a influência direta dos padrões que massacram. Me entendam: eu não estou criticando a famosinha/famosinho que expõe a vida perfeita, nem a pessoa por trás do Insta de "humor" (por mais que eu questione esse humor de alguns todos os dias), eu só digo que, muitas vezes, o que eles expõem não propicia em nós nada mais que sentimentos negativos e uma visão deturpada da realidade, que influi diretamente na nossa própria realidade, e é por isso que a gente precisa ter cuidado com o que trazemos pra nossa vida. Que tal substituir a postagem exclusivamente vazia e egocêntrica, por postagens de pessoas que tem vida similar a sua, e que abusam da criatividade pra expor algo bom e realmente transformador? E o ponto nem é o financeiro, e eu vou exemplificar: as meninas do Tudo Orna por exemplo, tem uma vida, financeiramente falando, completamente diferente da minha. Porém, eu amo o CONTEÚDO que elas expõem ali. Todas as dicas, o empoderamento, o incentivo, os exemplos, a forma como elas encaram a vida... 

Eu por exemplo, admiro quem consegue manter uma vida focada em exercícios físicos e comidas saudáveis, mas não sigo perfis completamente fitness e com ideais restritivos, nem os mais famosos, porque eu sei que vou ficar olhando aquela barriga chapada da moça, vou acabar desejando uma igual por achar a minha barriga inadequada, sendo que eu não abro mão de comer um chocolate gorduroso, nem de tomar um pouco de Coca-Cola, nem de comer um hamburgão com bacon.  Prefiro seguir a menina que corre na rua eventualmente pela saúde e porque gosta, mas que não se priva de um brigadeiro num aniversário de criança porque as prioridades dela são semelhantes às minhas. Isso não significa que eu queira excluir da minha rede social tudo o que é diferente de mim, montando uma bolha de pessoas que pensam igual/agem igual. Não é isso. É sobre filtrar as similaridades estruturais, e absorver aquilo que a pessoa tem de diferente a seu favor. Seguir porque todo mundo segue, ou seguir só pra gongar aquilo que não te agrada na pessoa, não vale! É energia negativa ou empacada. Deixe ir!


2) Tenha em mente que vida perfeita não existe!

Suponhamos que você não concorde com o que eu disse acima, e que justamente por isso, não vai excluir ninguém da sua lista, tão pouco filtrar o conteúdo que você tem consumido. Tá tudo bem, só tenha em mente que aquela vida perfeita que você vê, certamente não é tão perfeita assim. Salvo raras exceções, a grande maioria das pessoas que se utiliza das redes sociais mostra sempre o melhor lado das próprias vidas. Quando você vai postar uma selfie, você escolhe a melhor dentre todas, correto? Quando viaja, seleciona as fotos das lindas paisagens, dos bons drinks e dos sorrisos, e não da luta que possivelmente foi pagar aquela viagem, das preocupações do trabalho que te propicia custear aquela viagem, dos boletos, do stress, etc e tal. É preciso ter em mente que aquilo que é mostrado é uma mínima fração de vida daquele que a expõe e é natural que haja uma seleção dos melhores momentos. Portanto, a vida do outro não é perfeitamente perfeita, por mais que pareça. Em diferentes proporções, todos nós temos problemas a resolver, temos batalhas veladas a vencer todos os dias. É assim pra todo mundo, portanto, desencane. 

3) Siga perfis criativos e motivacionais!

Amo perfis de frases, passo horas procurando perfis criativos e com mensagens positivas pra acompanhar, e amo quem dedica seu tempo a lapidar o melhor de cada um de nós, seja a melhora na autoestima, a busca por conhecimento, etc. Sem contar que existe todo um cuidado por trás da criação desses perfis, e o mais lindo de tudo é a vontade de passar uma mensagem boa a quem tá seguindo. Posso citar alguns, mas tem muitas lindezas a serem descobertas por aí, aproveite o tempo ocioso pra buscar.

         

       

       

     

     

4) Desconecte-se de vez em quando!

Cada um conhece suas próprias necessidades e anseios, mas desconectar-se por momentos, ou dias talvez, é sempre muito positivo. Vivemos tão freneticamente o digital que muitas vezes temos a sensação que algo só é bem vivido quando postado e compartilhado, e não é assim. Podemos viver pequenas alegrias no íntimo, devemos passar tempo com qualidade com quem está ao nosso lado, e esse exercício ajuda a fomentar a ideia de que, assim como vemos, a nossa vida em redes sociais também é só uma parcela da nossa vida, e, quando abrimos mão de viver essa parcela por alguns momentos, as outras parcelas serão beneficiadas. Não é pra não compartilhar as alegrias, eu acho que alegrias devem ser compartilhadas sim, e sempre!! Só acho que muitas vezes a gente coloca na cabeça a falsa ideia de que as alegrias só serão legitimadas se a gente tiver uma platéia em volta, ideia da qual eu discordo. 

5) Não se compare, em hipótese alguma!

Se não devemos nos comparar nem com quem está fisicamente do nosso lado, imagine com quem a gente só conhece por fotos e pequenos vídeos? É inviável fomentar qualquer tipo de comparação. Vidas são diferentes, oportunidades são diferentes, enfim, cada história é única e as diferenças não são demérito pra ninguém. Você pode nunca ter ido viajar pro exterior enquanto aquele cara do Instagram sai de férias 3 vezes no ano, e vai pra Paris mais vezes que eu vou pra Birigui, mas isso não faz da sua vida, da nossa vida uma porcaria. Lembre-se de todas as SUAS pequenas e grandes conquistas, elas são só suas, são seus méritos e você nunca deve anulá-los ou minimizá-los só porque as conquistas dos outros lhe parecem maiores ou melhores pois não são, só são diferentes tá?
Se ame a ponto de nunca se menosprezar, se ame a ponto de usar as ferramentas da tecnologia a seu valor, e nunca contra você. Dá pra ser feliz no Instagram sim ;)

Beijos




VillaMix Festival São José do Rio Preto: com que roupa eu vou???

Quando soube que iria, a dúvida imediatamente martelou aqui, e, diante das mensagens que recebi, penso que martelou na cabeça de muitas seguidorinhas que também vão.

Eu pensei em algumas opções, mas sempre esbarrava num detalhe: o horário e a duração da festa. O VillaMix Festival São José do Rio Preto acontecerá dia 23/09, e os portões serão abertos a partir das 15h, o que implica em CALOR, CALOR e CALOR. Além disso, são vários shows no mesmo dia exigindo da gente um pique daqueles. Eu, pessoalmente, só tenho pique se estiver me sentindo confortável, e aí vem a dúvida: dá pra ficar bem arrumada e confortável ao mesmo tempo? Eu penso que sim, e, pra materializar essa ideia, selecionei alguns looks pra gente se inspirar:



Antes de mostrar os looks que selecionei, eu vou listar os conceitos que levei em consideração, e que certamente ponderarei na hora de montar a minha produção:

- Saltos: eu vou fugir deles! É uma restrição pessoal, gente, que fique claro. Uma amiga que já foi em outras edições me disse que as meninas se arrumam muito, que vão de saltão mesmo, mas euzinha, me conheço. Se meu pé começar a doer nada vai me manter animada, e como eu sei que ele dói mesmo, mais que uma postura bonita e uns centímetros a mais de altura eu quero curtir, aproveitar, dançar, andar sem restrições, portanto, eu vou ser radical e provavelmente vou de tênis mesmo. Pras meninas que não abrem mão do saltão, anabelas são ótimas pedidas já que combinam muito com o horário, com o clima mais quente, com o local e com o conceito da festa em si. Botinhas são maravilhosas? São! São ótimas opções também? Ooo se são, mas no meu caso em particular, as que eu tenho são muito quentes então, tênis ainda tá em primeiro lugar na lista de opções :) Sapatilhas acho muito "cotidiano" e rasteiras/sandálias abertas em geral me dão medo em locais com aglomeração de gente rsrsrs.

- Destaque:  como eu estou decidida a ir de tênis, eu preciso bolar um jeito de dar glamour á produção, e eu consigo isso utilizando peças com algum destaque, que adicionem um quê de "luxo", como por exemplo peças bordadas, brilhos, paetês, decotes profundos, fendas, etc.

- Tecidos: prefiro os fluidos e mais frescos, afinal, como eu disse acima, teremos CALOR, CALOR e CALOR. Assim como desconforto nos pés, desconforto com a temperatura acaba com qualquer look e impede o aproveitamento total do evento. 

Acho que, primordialmente, é isso. Vamos elucidar esses conceitos com imagens:



Lookinho de Chiara tá salvo na pastinha e no coração <3 Percebam que apesar do despojamento do tênis, as peças deram sensualidade e glamour? O brilho e a fenda da primeira saia, o detalhe trançado e aberto da segunda são combos perfeitos pra equilibrar o ar largadinho do calçado.







Decotes em V bem profundos: AMO! Assim como os detalhes que listei acima (brilho e fenda) os decotes dão sensualidade pra quem optar por despojamento nos pés.




Pra quem ama calças, selecionei essas três opções: uma cintura bem alta com rasgo e modelagem reta (com mix de estampas *-*), uma flare escura com camisetinha divertida e por último, look all black sempre certeiro com flare rasgada. Nessa última produção, uma bolsa colorida, ou um batom vibrante dariam o frescor que o horário pede.


Se eu pudesse, mandaria fazer um vestido longo e fluido com transparência, cheio de estrelas, decote e fenda e iria assim, bem plena, e de tênis sim kkkkk.


Vestidos tipo camiseta são maravilhosos. Dá acinturar ou usar soltinho mesmo. Eu particularmente acho a bota de cano super alto pesada demais para o horário, mas vale reforçar: são ponderações pessoais. 


E essa gracinha bordada? Achei de uma lindeza sem fim. Com saia, short ou jeans de cintura alta, é só amor. Transparências em geral são muito interessantes.




Saias e shortinhos em tecido sintético que imitam couro são boas pedidas já que o tecido é interessante, e, em saias e shorts não interferem tanto assim em eventual desconforto pela temperatura. Se fosse a minha opção, eu escolheria para combinar, peças com tecidos mais leves e frescos, como essa camisa da última foto. Apesar de ser uma camisa, dá pra perceber que o tecido é leve, que deixa a pele "respirar".





Sainhas jeans são clássicas, e com esse decote que exibe os ombros elas ficam ainda mais charmosas né? Como nessa última foto, dá pra aproveitar camisas que a gente já tenha no armário e formar o decote. Preciso tentar fazer isso pra confirmar se fica confortável, mas já vi várias meninas usando na internet.



Vestidinhos com camisas/jaquetas amarradas: acho uma gracinha!!! Amarrar a peça dá um ar todo descolado, além de muitas vezes, dar uma acinturada na peça. 


Achei linda a produção de Thaila já que mistura referências típicas do universo sertanejo como as franjas, com a camisetinha descolada e mais urbana.

Eu raramente faço isso mas decidi colocar no post também algumas inspirações de make. Como a festa começa durante o dia, eu, Camila, prefiro makes em tons de marrom, com foco nos cílios e na pele bem feita. Sombras mais leves, pouco ou nenhum delineador, viço, são itens que euzinha vou levar em consideração na minha maquiagem do dia.










A típica "make de bonita" rsrs.

É isso que tem me inspirado para o dia, tanto em looks quanto em makes. Vocês gostaram?

Beijos


Fonte das imagens: Pinterest

Eu, consultora de imagem: a crise existencial/profissional e a descoberta de um dom! (Parte I)

Quando grandes crises pessoais recaem sobre nós, é natural que a gente deseje/reze/ore/implore pelo fim delas, porque afinal, elas causam dor, muita dor! Eu desejei o fim da minha com muita força. Eu rezava chorando pra que ela fosse embora. Ela sugava minhas energias, minhas alegrias, ela me levava á exaustão mental, ela cutucou meu transtorno de ansiedade que por sua vez me casou dores físicas e provocou duas crises de pânico que me levaram ao hospital. Eu queria que ela partisse o mais rápido possível e que levasse consigo todo o sofrimento, os questionamentos infindáveis, o desânimo, o medo, o sentimento de fracasso, mas ela não foi embora no momento em que eu desejei que ela fosse. Ela só foi embora quando eu não precisava mais dela. 

Longe de mim endeusar o sofrimento, mas crises existenciais tem um quê positivo, e muitas vezes necessário. Elas trazem na bagagem uma implícita ânsia por autoconhecimento, elas te forçam a exercitar a paciência, elas propiciam o fortalecimento emocional, e tudo isso, é absolutamente indispensável á qualquer mudança.

Fonte: Google Imagens



Eu tinha uma vidinha toda programada. Estudei muito a vida toda. Na escola era da turma da frente, boas notas, dedicada, responsável. Se continuasse assim, sem dúvida alguma (na minha cabeça) construiria uma carreira impecável, brilharia no mercado de trabalho, atingiria estabilidade financeira rapidinho. E eu continuei assim. Era chegada a hora de prestar vestibular e, com isso, lidar com todas as dúvidas que surgem na hora de escolher uma carreira pra seguir. Tem gente que nasce com dons explícitos, nítidos, que cresce sabendo o que quer ser, ou que os reconhece precocemente. Eu não era essa gente. Entrei na faculdade de Direito por indicação uma vez que de fato, o curso propicia uma ampla área de atuação, a possibilidade de exercer diversos ofícios e, possivelmente, com algum deles eu me identificaria, não era possível que assim não fosse. Eu nunca sonhei com esse curso, mas tinha esperanças de que no meio do caminho eu me identificasse. Na faculdade de fato me identifiquei com algumas disciplinas, fiz tudo certinho como manda a cartilha imaginária de um futuro promissor. Consegui aprovação na OAB antes mesmo de terminar a faculdade e isso ratificou aquele ideal de vida programada e linear. Tudo estava bem encaminhado. Formatura. OAB na mão. Quero trabalhar, vou fazer currículos e distribuir escritório por escritório. Distribuí. Não recebi uma ligação, até o dia de hoje. Fiquei mal, mas peguei os limões da vida e fui fazer minha limonada. Aproveitei que nenhuma oportunidade de trabalho surgia e comecei a estudar pra concurso. Concursos públicos sempre estiveram em pauta lá em casa. Eu, estudiosa, conseguiria aprovação, bastava desejo e esforço, mas, mais uma vez, eu nunca quis isso. O período de estudo durou dois meses até que um amigo me disse que o escritório onde ele trabalhava estava contratando. Ele havia me indicado, fui fazer a entrevista e fui contratada. Estava amando a experiência, era tudo absolutamente novo pra mim afinal, venho de uma família com um pai que foi bancário por mais de 30 anos, uma mãe professora, uma avó auxiliar de serviços gerais e um avô motorista, ou seja, um mundo completamente alheio ao da Advocacia, mas eu estava caminhando bem. Um ano se passou, dois anos se passaram, me casei (olha a vida planejada e linear aí acontecendo), três anos se passaram e eu comecei a murchar... Fui perdendo ânimo, fui perdendo alegria, fui perdendo brilho, vontade de trabalhar, vontade de seguir aquele caminho. Percebi que, por ter negligenciado por tanto tempo as minhas peculiaridades, eu me encontrava completamente perdida, fazendo algo que não me representava, algo com o qual eu não me identificava, e aí a crise se instalou. A gente volta para o primeiro parágrafo e para a minha imensa vontade de que essa crise fosse embora.

Depois das crises de pânico soube que mudanças deveriam acontecer, e eu começaria pelo retorno à terapia. Nenhuma cabeça raciocina como deve quando existe um emaranhado de questões, e culpas e tristezas ali, então, fui cuidar delas. As crises de pânico cessaram mas as dúvidas, a insatisfação pessoal e profissional continuavam.

Fonte: Google Imagens




Nesse ponto eu já havia caído na real que não sonhava com um cargo público. Nunca foi um sonho meu, logo, abri mão da culpa por não estar estudando e me dedicando a um, pois até isso martelava a minha cabeça. Vejam bem: eu nunca sonhei com um cargo público mas por algum motivo eu me culpava por não estudar e ser aprovada em um. Nenhuma coerência...

Percebi que eu projetava os sonhos e metas das outras pessoas em mim, e isso me confundia, me trazia angústia.


Nesse meio tempo eu decidi aceitar a fase e, ao invés de brigar com ela, vivenciá-la com alguma leveza. Eu decidi que um hobby me ajudaria a canalizar tudo de mais negativo que vinha me acompanhando nos últimos tempos, mas qual? Eu sou uma negação pra esportes, não sou lá muito boa com trabalhos manuais, artesanatos... O meu hobby ideal deveria representar algo que comumente me fizesse esquecer todo o resto, bem como, algo que eu desenvolvesse com uma facilidade ímpar. Reparei que quando eu falava com as amigas sobre moda, tendências e afins eu esquecia do mundo, eu ficava feliz... Reparei que muitas delas me procuravam quando tinham dúvidas sobre qual roupa usar em determinada ocasião, ou sobre onde encontrar determinada coisa na cidade com preço legal já que eu já era ótima com os achadinhos, apenas não os compartilhava como faço hoje. Além do mais, eu amo escrever, então, o meu hobby poderia ser um blog. Poderia, mas o que eu faria com a timidez? E com as críticas que sempre me amedrontaram (as minhas e as dos outros)? E com essa falsa ideia de que blogs são vazios e cheios de futilidade? Criei dois blogs antes do SOS mas nunca consegui publicar uma vírgula neles. O medo me paralisava, a exposição me deixava aterrorizada. O problema é que na mesma proporção do medo, eu tinha muita vontade de tentar. Todos os dias pensava como seria ter um espaço só meu pra falar de tudo aquilo que me tirava daquele mar de questionamentos.

Sei que livros de autoajuda não são unanimidades, mas pessoalmente gosto bastante e, num dia qualquer, me deparei com um exemplar que falava de um tal "método Dom". Li a sinopse, fiquei curiosa e comprei. O nome não é do tipo chamativo, tá mais pra clichê na verdade: "O que falta para você ser feliz?". Comecei a ler sem grandes expectativas, mas o livro falou comigo, sabem como? Nas primeiras páginas, no relato pessoal da autora, eu me reconheci em cada palavra. E a coisa começou a ficar interessante quando ela começou a explanar sobre o tal método Dom, que até então, era um mistério pra mim. Pensei que se tratava de alguma sigla ou abreviação, mas não, a expressão se utilizava da palavra Dom na acepção mais pura: talento/habilidade/aptidão. Resumidamente, a autora explica que todo ser humano é dotado de alguma aptidão específica, e que, a partir do momento que a reconhece e que a explora, a vida, como um todo, passa a fazer sentido. O desânimo abre espaço para o prazer e para a satisfação pessoal, uma vez que, quando exploramos habilidades e aptidões, normalmente essas habilidades servem a outros seres, e esse ato de servir, de oferecer o dom que lhe é inerente em benefício de outrem, é recompensador. Quando ela disse que os dons não podem ser negligenciados ou minorados, eu me reconheci mais uma vez. Rotineiramente eu pensava que meu blog não ajudaria ninguém, afinal, todos estavam tão preocupados com suas próprias vidas, com seus problemas, com coisas mais "sérias", que meu blog seria algo absolutamente dispensável. Mas não. Se eu já ajudava amigas com as minhas habilidades naturais relativas a esse universo de moda, eu poderia ajudar muito mais pessoas com ele, e, num lapso de coragem, ele nasceu. 

Foi a melhor coisa que fiz em anos. Cuidar do blog acabou por sanar todos os sentimentos negativos que pairavam sobre mim. Eu voltei a sentir alegria, eu aprendi a não ter tanto medo da exposição, eu fiz amizades, criei laços, tive experiência incríveis, e algumas não tão boas mas extremamente enriquecedoras. Eu percebi que a moda era um dom que eu queria lapidar, pra, quem sabe um dia, poder me sustentar com ela. 

Mesmo antes do blog, eu sempre tive fascinação pelo universo da imagem pessoal, e depois de tudo o que me aconteceu, estava decidida a cursar Consultoria de Moda e Imagem. Esbarrei nas limitações geográficas uma vez que não havia nenhum curso presencial à disposição por aqui... Haviam algumas opções de curso via internet mas eu queria um curso presencial, com uma carga horária maior, mais conteúdo. O tempo foi passando, passando, passando, e eu pensei que não poderia mais esperar pelo ideal. Eu deveria agir com as ferramentas que eu tinha à disposição no momento, pois, pior que não curtir a experiência, é amargar a estagnação. 

Fiz algumas pesquisas na internet, e decidi pelo curso. Paguei, comecei imediatamente, finalizei e hoje, com isso me tornei oficialmente uma Consultora de Imagem. Sobre a consultoria em si, eu falo num próximo post já que esse extrapolou todos os limites em tamanho kkk. 

Redigi o post na tentativa de acalentar tantos leitores que passam pela mesma crise. Eu digo: ela vai passar, mas enquanto não passa, aproveitem pra extrair dela todos os ensinamentos necessários. Ela vai mexer com tudo o que existe dentro de você. Ela vai sacudir suas estruturas, algo pode ruir, mas a partir disso, você pode se reconstruir de um jeito novo.


Fonte: Google Imagens


Não é demérito não saber o que se quer. Não é errado desistir de um caminho que não lhe faz bem. É normal se sentir perdido, confuso mas saiba que nunca é tarde para se tentar algo novo. Reconecte-se consigo, entenda suas peculiaridades mesmo que pra isso você necessite de ajuda profissional (isso também está bem longe de ser demérito tá? Pelo contrario, é uma enorme prova de amor próprio, é vontade de ser plenamente feliz!) , tente descobrir suas habilidades e nunca, nunca pense que elas são insignificantes e desnecessárias. Sempre existirá alguém com dificuldade naquilo que você tem facilidade, e, pra mim, o sentido da vida tá bem aí. Nessa unidade que podemos propiciar, equilibrando nossas falências e nossas potencialidades, nossas dificuldades e nossas facilidades. Eu jamais seria médica então, graças a Deus que médicos existem. Eu jamais poderia ser confeiteira pois 90% dos bolos que já fiz apresentaram algum defeito. Em contrapartida, eu consigo conectar uma pessoa à sua personalidade por meio da moda, elevar com isso sua autoestima e devolver a segurança perdida com as minhas habilidades potencializadas com o curso de consultoria, e a magia é essa. Nesse final de semana vi uma reportagem linda sobre bebês prematuros que agora tem companhia na incubadora: um polvo de crochê que eles ganham de voluntárias. Os profissionais responsáveis pelos bebezinhos relataram uma melhora significativa no stress dos pequeninos depois que os polvos de crochê chegaram. Os bichinhos são feitos por pessoas que tecem com carinho aquela peça que acaba por ajudar um serzinho que tanto precisa de conforto e aconchego, então, ainda bem que existem mãos habilidosas por aí que se dedicam a fazer crochê, e consequentemente, a alegria de tantos. Hoje, muitos pais fragilizados se sentem mais calmos por saberem que os bebezinhos também estão mais calmos, com ajuda de outras pessoas.

Agora já pensou se esses voluntários pensassem que o dom de fazer um crochê é insignificante? Não haveriam bebês calmos naquele lugar, nem pais acalentados e gratos. Percebem?


Todo dom é uma dádiva que merece ser reconhecida e explorada!

(Continua...)