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Coisas aleatórias (ou nem tanto) que aprendi nos últimos dois meses!


1) Que o fato de se estar vivendo em aparente calmaria, não significa, necessariamente, que tudo está bem!

Dois meses atrás eu recepcionava com muita felicidade as mudanças que estavam acontecendo na minha vida, na minha rotina. Uma sensação de liberdade ímpar tomou conta de mim desde que decidi repensar e transformar meus hábitos de consumo. Um sentimento de autonomia e força que há muito não sentia... Todos esses bons sentimentos vinham potencializados porque tudo estava acontecendo de uma forma muito natural.

Eu decidi mudar ciente de que certamente não seria fácil, afinal, não se mudam hábitos de anos em dias, mas contrariando todas as expectativas, estava sendo muito mais fácil do que eu podia imaginar. Não senti dificuldade em resistir às compras, não sentia mais necessidade de visitar as lojas com frequência e o mais legal de tudo, em mim, internamente, nada faltava. Não ficaram buracos, espaços vazios. Pensei que eu toparia com eles, pois imaginei que meus hábitos de consumo refletiam algo emocionalmente mal resolvido, mas não, que alegria, estava tudo caminhando muitíssimo bem. Até que uma crise de ansiedade me pegou, em cheio. A causa, em tese, teria sido um problema inesperado. Nada grave, longe disso, apenas inesperado. Um probleminha que envolve fobias particulares chegou pra me tirar a paz, o sossego, o apetite, o sono tranquilo... Aquele sofrimento se arrastou por dias, e não havia meditação que tirasse de mim aquela angústia, não havia fitoterápico que devolvesse meu sono tranquilo. Num dado momento, porém, notei que a dor era incompatível com o problema, e que se arrastava por mais tempo que o habitual. Ponderei que possivelmente o problema era, na verdade, aquela gotinha de água que cai num copo já cheio e faz tudo transbordar. A dor pelo inesperado era justificável, sim, mas a sua intensidade e duração, não. Decidi ser paciente. Estava fazendo o meu melhor pra que as coisas melhorassem, e internalizei que mais cedo ou mais tarde a compreensão chegaria. E chegou.

Estava no trabalho, sozinha, por volta das 7:30 da manhã (chego bem cedinho), com os cotovelos na mesa e o rosto apoiado nas mãos quando o SOS brilhou feito neon na minha mente. E eu tinha entendido tudo, naquele momento. Eu sabia que as mudanças nos hábitos de consumo interfeririam diretamente no conteúdo do site. Estava ciente disso. Imaginei que como a mudança seria gradual, eu teria o tempo a meu favor no reposicionamento do conteúdo, afinal, o propósito da mudança é positivo, e não só pra mim. Acontece que as coisas mudaram de forma rápida. Como eu disse antes, não senti maiores dificuldade na resistência, na ponderação, no questionamento... Isso foi ótimo, se analisarmos apenas do âmbito do consumo propriamente dito. Foi péssimo, no entanto, para os meus planos pra esse espaço, que é uma parte extremamente importante da minha vida. As mudanças aconteceram rápido demais, e com isso, eu não tive tempo de reprogramar o conteúdo, reposicionar a postura, pontuar novas coisas. Com isso, o blog ficou parado e a sensação que ficou foi a de luto por algo que não tinha chegado ao fim. 

Em resumo: tudo estava bem. Mas nem tanto. E nem tudo.



2) Que chuva molha mas faz florescer!

Nós fugimos da dor, assim como fugimos da chuva. Não gostamos de sofrer, ninguém tem apreço pela dor, mas muitas vezes a dor eventual é capaz de provocar transformações. Acontecimentos ruins são inevitáveis e já que são assim, então que aprendamos com eles! Entender que é possível extrair aprendizado dos momentos em que a alegria cedeu espaço para o desânimo e para a angústia  faz com que nossos olhos se fixem para além dos acontecimentos ruins. 

A partir do momento que percebi que a mudança pela qual o blog teria que passar não havia sido absorvida por mim, eu encarei de frente a situação, e passei a analisá-la. Me conscientizei de que esse sentimento de ter perdido algo era irreal. O blog continuava aqui. Eu só precisava postar, porém agora, numa nova vertente, que se relaciona com a pessoa que sou hoje, de forma coerente com meus anseios e com o que acredito depois de ter visto, vivido e sentido muitas coisas. 

No meu caso o sofrimento foi necessário pra que eu analisasse todas as feridas, inclusive as que eu considerava cicatrizadas. No meu caso, foi necessário pra desatar um nó que havia se formado sem que eu percebesse.

Não acredito que o sofrimento seja sempre necessário, mas como eu disse, se ele existe, nós podemos, e devemos usá-lo como instrumento de crescimento, como instrumento de florescimento. 





3) Que autoconhecimento é como uma chave mestra!

Como eu disse, não tive maiores dificuldades de pôr em prática e seguir com meu propósito de consumir de forma mais consciente, menos impulsiva, diminuindo assim as compras e administrando melhor o que ganho. Não tive mesmo. Até esse mês! Maio chegou e com ele os olhos passaram a brilhar mais por coisas que eu gostaria de ter. Namorei um casaco aqui, um sapato ali, quando vi minha lista de desejos que vinha enxuta desde o momento que decidi pela mudança aumentou consideravelmente, e na proporção que a minha autoestima caía. Bingo! Percebi que sinto essa vontade, quase necessidade de comprar, quando não me sinto satisfeita com o que vejo no espelho. Como se fosse necessário um algo a mais pra que eu me sentisse melhor, mais bonita, mais qualquer coisa. Estou tentando melhorar o foco do problema, que só foi identificado graças á minha busca por autoconhecimento, pela atenção que dedico a mim, aos meus pensamentos, atos, anseios, desejos, tristezas, alegrias, inconstâncias... É um processo árduo (tanto aprofundar o conhecimento sobre si próprio, quanto equilibrar a autoestima) mas somos fortes o suficiente. Não bastasse a nossa força particular, hoje temos acesso a ferramentas que podem nos ajudar, como por exemplo, profissionais capacitados, então, é só seguir lutando e acreditando que essa chave vai de fato abrir todas as nossas portas, até as mais escondidas.  



Se o terreno aí foi mexido, bagunçado, assim como o meu foi, se a chuva foi intensa, aproveite pra plantar novas sementes, cultivar novas flores. Ouse transformar esse inverno na primavera mais florida da sua vida <3


Fonte das imagens: Instagram @artedoluc

Diário da Poupança: a força dos hábitos, 28 dias depois!

Sempre fui uma pessoa extremamente responsável, mas pouco metódica. Nunca duvidei do poder dos hábitos, mas nunca acreditei tanto nele quanto agora...






Não à toa, quase sempre quando falo desse meu propósito uso o termo "hábitos de consumo", e gente, nenhuma expressão é tão adequada quanto. A gente sempre ouve falar, mas quando se dá conta de que a expressão faz total sentido, é como se uma luz se acendesse. A partir daí, fica mais fácil compreender por qual motivo fazemos o que fazemos.

Me lembro que no primeiro Diário da Poupança, quando eu expus a minha vontade de mudar eu mencionei que comprava muito mais do que de fato precisava, e só agora, do outro lado da linha, eu pude perceber que eu agia 100% movida por um mau hábito (condicionada possivelmente em parte pelo que absorvia por aí. Já falamos sobre como o mundo a nossa volta empurra goela abaixo as pseudo necessidades). Eu estava totalmente acostumada a comprar, totalmente acostumada a pagar várias parcelas de várias coisas todos os meses. Trocando em miúdos, estava habituada a gastar de forma desnecessária, tanto que a situação passou a fazer parte do meu cotidiano. Eu estava habituada àquela vida de pessoa gastadeira. 

A força desse mau hábito não boicotava totalmente meus questionamentos, já que mesmo habituada, eu conseguia perceber que a situação não era saudável, mas cês sabem como é né, a gente se acostuma muitas vezes até com aquilo que não faz tão bem... 

Eu não sei pontuar qual o fator determinante pra que o insight viesse, acho que na verdade vários fatores contribuíram para tanto, mas agradeço todos os dias por ele ter vindo.

28 dias se passaram desde o último diário, e eu continuo firme no propósito. Achei que seria mais difícil do que de fato está sendo, especialmente porque eu me identifico demais com roupas mais invernais. Coleções de Outono/Inverno sempre me tentam, mas até o momento estou forte. Comprei uma botinha modelo Biker, uma bolsinha fofa que estava em promo na Riachuelo já que minha bolsinha preferida está se desmanchando e uma paletinha de sombras, porém, nada de estragos, tudo bem calculado e bem pensado. 

Sinto que um mau hábito já está sendo substituído por um bom. Sempre disse, desde que comecei a relatar o meu desejo pela mudança, e as mudanças em efetivo, que minha meta era alcançar um equilíbrio e sinto que isso está acontecendo. Está sendo muito, muuito mais fácil resistir às tentações e olha que tive contato com várias delas rsrs. Hoje mesmo, na hora do meu almoço dei uma voltinha pelo centro e decidi entrar na Cris Park, aquele lugar que parece que foi colocado ali só pra testar nosso poder de resistência. Amei um colar de pedra verde, minimalista, lindo de verdade. Custava aproximadamente 15 reaizinhos. Fiquei um tempo com ele nas mãos, tempo suficiente pra pensar que, embora eu não tenha um exatamente daquele jeito, eu já tenho em casa um colar com pedra em gota verde, e no fim das contas, o efeito é o mesmo. Independentemente das diferenças, seria mais um colar de pedra verde pra coleção. Percebi que com esse hábito, o impulso, o não questionamento na hora de decidir pela compra ou não virou uma exceção. Antes, ele era regra. Eu não pensava muito. Aliás, pensava sim. Pensava que eu merecia aquele gosto porque fazia N coisas (sabe aquelas justificativas mentais do tipo: "trabalho a semana inteira, mereço esse agrado"/"tenho dois ofícios, mereço esse mimo") e essas pequenas concessões feitas sob o pretexto do merecimento eram feitas várias vezes num único mês. Agora atenção aqui em mim: que a gente merece o mundo, não há dúvidas! Que todas nós, cada qual no seu meio, faz o melhor que pode todos os dias é fato, mas até mesmo as concessões e recompensas necessitam de equilíbrio, pois senão perdem a razão de ser. Além do mais, esse tipo de concessão, quando acontece de forma reiterada e com um único foco, gera privação. Eu por exemplo, amava me presentar com blusinhas, sapatinhos e afins, mas ficava frustrada quando no final do mês não conseguia poupar quase nada pra uma viagem que eu também mereço fazer. Quando a gente percebe a falta de equilíbrio, percebe a necessidade de mudança.

Divaguei bastante, mas na real, eu só queria dizer que: a partir do momento que uma ação se torna um hábito, fica muito mais fácil seguir o propósito. Mesmo! Não é tão sofrido quanto parece, e posso garantir que a sensação de autocontrole é extremamente positiva. Se você tá comigo nessa, cheia de vontade de mudar, tá caminhando, mas ainda não tá sentindo que tá fácil, tenta só mais um pouquinho. Quando você menos esperar, essa resistência já vai ter virado um hábito, um bom hábito, e você vai poder viver a vida de forma mais plena (eu não to exagerando, juro!). 



Beijos!

**Fonte das Imagens: Google Imagens **

Driblando a tentação de comprar "por ocasião"!

Comentei no último Diário da Poupança que falaria de forma mais detida sobre o que eu comumente chamo de "compras por ocasião", e o dia escolhido pra desenrolar o assunto é hoje!

Oi Cher!

Sei que a nomenclatura pode possibilitar diferentes interpretações, mas no dicionário de expressões do SOS (Eike Aurélio rsrsrs), compra por ocasião é puramente aquela compra que você faz pensando numa ocasião específica. Exemplificando: você foi convidada para uma festa bacana que irá acontecer nesse final de semana. Se você sente aquela vontade/necessidade de adquirir alguma peça de roupa/acessório/look completo pra usar no dia da festa, você está efetuando a compra motivada pela ocasião futura. Tá, mas isso é um problema? Não necessariamente, A NÃO SER QUE:

1) isso se torne uma prática, um hábito nocivo, a ponto de você pensar que só se sentirá adequada/bonita se estiver usando algo novo;

2) isso consuma uma parte considerável do seu salário, lhe causando algum tipo de prejuízo;

3) você ignore as peças que você já tem, e que podem ser usadas tranquilamente na ocasião.

Desde que tomei a decisão de mudar progressivamente meus hábitos de consumo, eu percebi que por muitas vezes gastei dinheiro com a motivação exclusiva de me adequar a determinada ocasião. Fui perceber, depois de um tempo, que eu estava enquadrada nas três hipóteses que listei acima. Esse tipo de compra se tornou um hábito corriqueiro e nocivo. Nocivo porque eu já estava condicionada a pensar que meu look só teria charme aos olhos das outras pessoas se fosse inédito (ainda mais quando há o compartilhamento de produções em redes sociais, que é o meu caso), e porque boa parte do meu salário ia embora com esse tipo de compra, afinal, por mais caseiros que sejamos, sempre pintava um aniversário, um jantar, etc e tal.

Quando tomei consciência disso, percebi que eu tinha coisas o suficiente para me vestir para as mais variadas ocasiões, e que poderia, tranquilamente, misturar peças que eu nunca cogitei misturar antes, aproveitando-as ao máximo, sem que fosse necessário gerar uma despesa.

No finalzinho do ano passado fui convidada para um casamento de um casal muito querido. Naquela época eu já estava caminhando para uma maior consciência, só não havia externalizado isso. Num primeiro impulso, desejei um vestido lindo e novo pra usar no dia. Deixei o desejo ali quietinho, até que meu lado mais consciente me fez pensar sobre a quantidade de casamentos para os quais eu normalmente sou convidada. Eles são poucos, raros, e qual a consequência de se comprar um vestido adequado a um casamento, quando se tem pouquíssimos casamentos pra ir? Isso mesmo. Ver o bonito encostado no armário. Lembrei que tinha no armário três vestidos mais arrumados, totalmente adequados à ocasião, e decidi que usaria um deles. Senti vontade de comprar algo novo até o dia da festa? Senti, mas escolhi ser forte e observar o que aconteceria na sequência. Sabem o que aconteceu? Eu aproveitei a festa, comi, me diverti, dancei, me emocionei, dentro do vestido usado. Me senti adequada e extremamente feliz por ter feito a escolha de não comprar um novo vestido que, certamente, ficaria encostado no armário até sabe Deus quando.

                     

    
Pode parecer bobo ou exagerado, mas me senti leve, como na imagem aí de cima, e não pela decisão de não comprar em si, mas pelo despertar da consciência. Por entender que padrões, até mesmo os mais profundos e corriqueiros, podem ser modificados com questionamentos e força de vontade.

O casamento passou, chegaram as festas de final de ano e a gente sabe que toda aquela atmosfera nos tenta pra que compremos. A gente pensa que o novo ano merece uma roupa nova, que nós merecemos o novo (de fato merecemos) mas eu, mais uma vez, quis quebrar o ciclo vicioso e não comprar nada pensando na ocasião em si. Me virei com o que já tinha, de um jeito novo, e nasceu o look gambiarra de ano novo:

                     

A cada ocasião passada sem gastos específicos, minha sensação de liberdade aumentava. Comentei com uma amiga que eu conhecia a alegria de comprar brusinhas, mas estava conhecendo a alegria de não comprá-las, e ela era maior. Pra quem não entende as consequências do consumo exagerado, meu texto pode soar exagerado, mas eu não minto quando digo que ao conseguir resistir a uma compra nova e sentia um bolo de sentimentos positivos que superavam em muito a satisfação de comprar.

Superadas as festas de final de ano, pouco tempo depois recebi o convite pra curtir os shows do Festival de Verão no Hot Planet, e mais uma vez, me senti tentada a comprar roupas pensando na ocasião. Pensei que não tinha em casa peças específicas ou adequadas ao evento, porém, insisti no desafio que a minha consciência me propunha e encarei os dias de festa com peças de roupa que eu já tinha. Não comprei absolutamente nada e o resultado foi a composição dos looks aí embaixo:

                          

                           

                        

                        

Nada novo, tudo repetido. Me senti menos adequeada/estilosa/arrumada? De forma alguma.

Eu decidi falar sobre isso já que eu identifiquei esse comportamento nocivo em mim, e por pensar que, pelo que já ouvi, ele é mais comum do que pensamos.

Sempre gosto de frisar em todos os posts do gênero que o intuito não é condenar as compras ou o que te traz alegria. Você pode e deve usar seu dinheiro da forma que mais lhe convém, só observe com atenção se existem padrões nocivos por trás dos gastos, das escolhas, das atitudes. Compre por ocasião quando quiser, quando achar pertinente, conveniente, só não compre motivada por uma falsa necessidade, seja ela de qualquer gênero.

Esse era um padrão nocivo meu, o seu pode ser outro. Trabalhe pra identificá-lo. Se o seu for o mesmo que o meu, sinta-se abraçada, não se culpe, saiba que você não está sozinha e que você tem plenas condições de mudar as atitudes que não são positivas em essência. Eu te entendo, não te julgo, e to contigo na mudança se ela for a sua vontade  <3

Beijos

** Fonte das Imagens: Google **


Um casaco peludinho (sintético, óbvio) e estampado!

Mas não é qualquer casaco peludinho e estampado, é um casaco peludinho com estampa de onça:


Cês sabem que eu to com foco total na diminuição do consumo, mas, também to focada nas férias que caem bem no inverno. Logo, como boa blogueira ansiosa, já fiz uma pasta especial com looks invernais, e uma pequena (é pequena mesmo, eu juro) lista de coisas que gostaria de comprar pra montar as produs já que a ocasião dá uma brechinha pra gente gastar uns dinheirinhos, né? rsrsrs. Uma dessas coisas é um casaco sintético peludinho com estampa de onça.


Eu amo a estampa desde sempre. Amo a possibilidade de com ela compor looks sensuais ou divertidos, e acho que ela combina com praticamente todas as demais estampas, o que facilita e muito aquele mix acertado. 





A estampa, em casacos mais pesados, ajuda a flexibilizar o ar mais sério das roupas de inverno. Normalmente usamos cores mais sóbrias e tecidos mais densos na estação, e isso pode deixar o look pouco alegre, o que não acontece quando se veste um casaco poderoso desses.




*-* Precisamos falar das boinas também!

Onça + Vermelho <3



Uma observação: minha alma é invernal, não tem jeito. Nenhum look de verão me encanta tanto quanto os de inverno *-*

Onde comprar? Também não sei, AINDA. Vi um esses dias bem lindão mas o preço estava totalmente fora do meu orçamento rsrsrsrs, então, continuo pesquisando. 

Se virem por aí cês me avisam? Agradecida!

Beijos

** Fonte das Imagens: Pinterest **

Diário da Poupança: 35 dias e um objetivo maior!

Eu fiz questão de pontuar no título do post o que mais me marcou nos 35 dias que sucederam o primeiro Diário da Poupança (clica aqui se quiser ler)! 


A primeira constatação marcante: o tempo voa. 35 dias se passaram desde que eu expus pra vocês minha relação até então ligeiramente problemática com o consumo e a minha ânsia por mudança, e a impressão que eu tenho é que o post foi feito semana passada. "Miga tá bom, mas qual a relação da sua constatação com o projeto em si?". Eu te devolvo uma pergunta, e a partir daí a gente traça a linha de raciocínio: você tem um objetivo maior? Um sonho relativamente grande? Se sim, já postergou o planejamento desse sonho por ser imediatista, por pensar que levará muito tempo até que ele se concretize? Eu já, muitas e muitas vezes. Meu raciocínio até pouco tempo era o seguinte: quero viajar mas não tenho dinheiro suficiente pra fazer a viagem esse ano, então vou comprar essa blusinha aqui, aquela botinha linda que tá me paquerando... Ah coloca essa jaquetinha no bolo também, faço em 4 vezes no cartão, isso eu consigo pagar. Inúmeras vezes, talvez por culpa desse ímpeto imediatista, eu peguei o dinheiro que poderia servir para custear uma viagem/reforma/curso a longo prazo, e "investi" num punhado de coisas que eu não precisava. Eu não precisava, mas eu podia pagar, e pagando, eu teria um punhado de coisas desnecessárias bem ali nas minhas mãos. Acho que rola uma certa sensação de conquista aí também. Algo palpável conquistado com o trabalho que traz cansaço, stress. Diferente de pegar o dinheiro, deixar "parado" no banco. Aquela sensação de não usufruir, sabe? Mas migos, quando a gente vê que 35 dias passam numa piscadela de olhos, quando a gente vê que num instante substituíram panetones por ovos de chocolate pendurados no supermercado, a gente se dá conta que a realização daquele sonho maior cujo planejamento a gente sempre adia é plenamente possível, porque 365 dias passam assim ó...

                       
 
Pensei muito sobre a passagem do tempo e a minha forma particular de lidar com essa passagem. Eu percebi que 4 parcelinhas (aquelas que a gente nem vê passar) de R$350,00 totalizam R$1.400,00. O que são 4 meses num ano que passa voando? O que são 4 meses poupando num ano que passa voando? Não é sofrido, não é doloroso, e pode render uma sensação mais prazerosa que comprar aquele sapato que tá super na moda, acredite em mim, to falando com conhecimento de causa rsrsrs. 

Você não realiza seu sonho maior com R$350,00, mas com R$1.400,00 fica mais fácil, não fica? Dá pra comprar uma passagem de avião, talvez?

Sobre os sonhos e objetivos em si... Eu nunca fui muito de estabelecer metas a longo prazo. Acho que minha ansiedade me sabota nesse ponto, mas, eu estou caminhando. Fiz aquela já manjada resolução de ano novo, escrevi num papel minhas metas pra 2018 e coloquei uma viagem no topo porque sinto que necessito viver experiências, preciso de vivências.


Nunca havia planejado uma viagem na vida. Pouco vivi isso em casa, já que meus pais ralavam muito pra que eu e meu irmão tivéssemos a melhor educação que eles podiam oferecer, então, a prioridade em casa sempre foi essa. Raras foram as viagens que fizemos, então, tive que começar do zero. Não tinha um destino em mente, mas comecei a pesquisar e um destino me escolheu rsrsrs. A partir daí, passei a pesquisar tudo e mais um pouco sobre o destino, passagens, estadia, gasto médio, datas e minha mente se voltou totalmente pra isso, então, com o planejamento da realização desse sonho eu ganhei uma coisa indispensável a qualquer mudança: FOCO!

Estou tão focada que um dia desses saí com a minha mãe pra ajudá-la a comprar sapatos, já que ela estava precisando. Vi uma sandália vermelha maravilhosa, e quando provei fiquei encantada. Minha mãe já estava no caixa pagando os sapatinhos dela e disse: "Filha, se quiser eu passo no meu cartão junto com os meus sapatos e você me paga depois". Que chance né? Eu não pensaria duas vezes, SE eu não tivesse tão envolvida na realização desse objetivo pessoal maior. Tirei a sandália, virei pra minha mãe e disse: "Mãe, muito obrigada mas pensando bem, eu não preciso dessa sandália, eu preciso viajar!".  Minha mãe me olhou com espanto, mas também com orgulho, tanto que me disse depois que estava muito feliz por mim. 


Agora vamos ao balanço dos últimos 35 dias:

- Comprei uma camisetinha na Riachuelo (R$49,90) e um cinto (R$11,90), uma correntinha (R$49,90) e um anel (R$30,00). Como eu disse no primeiro Diário, minha intenção não é demonizar todo e qualquer tipo de compra. Acho que esses pequenos gastos também fazem parte da vida, são pequenos agrados, e somos merecedores. Quero o fim dos exageros;

- Ontem paguei a última parcelinha do cartão Riachuelo, portanto, estou zerada de contas lá até o momento;

- Continuo com o cartão da Renner zerado, não fiz nenhuma compra por lá;

- To pesquisando passagens loucamente, cada dia mais perto da realização desse sonho. Projetei quanto quero poupar até as minhas férias, dividi pelo número de meses que tenho até que elas cheguem e assim, tenho uma meta mensal de poupança. Esse mês provavelmente não conseguirei atingir já que tive algumas despesas inesperadas, mas isso serve pra que a gente se conscientize que isso também faz parte do processo. Quase nada ou nada mesmo, é sempre linear;

- Ah, caso fique uma dúvida no ar sobre o tênis que mostrei nos stories do Instagram, eu comprei o bonito antes mesmo do primeiro Diário da Poupança. Ele não me serviu, tive que devolver e solicitar um cupom de troca, com isso, o número certo só chegou essa semana :)

Sempre comento com algumas amigas que eu nunca imaginei que essa mudança de hábitos me traria tanta leveza. Saber que você está agindo com consciência na maior parte do tempo, que está caminhando para a concretização de algo maior e que para isso está resistindo bravamente às tentações pelo caminho, é motivo de muita alegria. 

Eu ia aproveitar o post pra falar sobre compras por ocasião, mas decidi fazer um post específico sobre o tema pra não falar demais nesse aqui e acabar embolando os tópicos.

Quero saber como vocês estão? Firmes? Fortes? Caminhando? 

Lembrando que cada trajetória é única, não se culpe se ainda não está conseguindo agir de acordo com o que espera/deseja. Essa instabilidade também faz parte do processo.

Estamos juntos! <3 


** Fonte das Imagens: Google **





Príncipe de Gales pede passagem!

2017 foi o ano do xadrez Vichy. Incontestável, né? Eu inclusive fiz um post todinho dedicado á ele (se quiser ler, clica aqui) e aproveitei a deixa pra comentar sobre as diferentes padronagens de xadrez, e os nomezinhos bonitinhos de cada uma delas. 

Depois de tomar conhecimento, já mais familiarizada, comecei a notar, com a vinda das novas coleções, que uma certa padronagem tava pedindo licença pra reinar (quase que literalmente, rsrsrs) no outono/inverno. 

Portanto, deixem a majestade passar.

Pode vir Príncipe de Gales!


Príncipe de Gales é esse xadrez mais apagadinho, na maioria das vezes essa mescla sutil de cinza, preto e branco. O desenho é maior, mas diante da sutileza das cores, não é muito chamativo.

Como não amar um mix, minha gente?






*-*



Lindico, né?

Riachuelo, atenta, investiu em várias peças na estampa. Eu bem vi com meus olhinhos uma calça e um blazer bem lindos lá. Estava sem celular no dia, por isso não registrei, mas no site deles achei a calça:

Calça R$119,90 (dá pra comprar pelo site, clica aqui)
No site da C&A achei uma saia bem gracinha:

R$89,99 (dá pra comprar clicando aqui)
Eu, como eternamente apaixonada por blazer, fico por ele suspirando, mas continuo contida. Assunto para o próximo Diário da Poupança. 

O que acham da tendência? Vão resistir ao Príncipe ou já querem ele pra vida?

Beijos

** Fonte das Imagens: Pinterest**

Office Look de verão: inspirações!

Não sei se é lance de identificação (falta de) com a estação, ou se o sentimento é geral, mas MEU DEUS DO CÉU QUE DIFICULDADE É MONTAR LOOKINHOS DE TRABALHO NESSE CALOR :(




A dificuldade aumenta na proporção da formalidade exigida pelo emprego, já que formalidade implica discrição, peças clássicas, comprimentos alongados, pouca pele aparecendo... Essas regrinhas caminham na mão contrária da nossa vontade. Em dias de Araçatuba 38°, todo e qualquer tipo de roupa incomoda, e o único alento possível, é o ar condicionado. Eu que amo camisas, coletes, peças em jeans e afins, me sinto perdida nessa época e assumo: tenho vontade de trabalhar de short, rasteirinha e camiseta podrinha.

Decidi fazer um compilado de inspirações com peças que eu considero fortes aliadas na hora de montar o office look, lembrando que as ideias podem ser adaptadas para cada tipo de trabalho (mais formal ou menos formal). 

Vou listar as peças com suas respectivas inspirações:

1) Pantacourt!

É maravilhosa porque fica soltinha, minimizando o incômodo da roupa grudada no corpo, mostra as pernas com discrição e, a depender do grau de formalidade do trabalho, pode render looks estilosíssimos com flatforms, tênis e etc.

                                  

                           

                             

                            


2) Saia Midi!

Tem os mesmos "benefícios" da pantacourt, com o plus da feminilidade (caso agrade). 

                               

                         

                         

3) Chemise!

Quer coisa mais amor pros amantes de camisa, que uma camisa/vestido, rsrsrs? Chemises deixam o look super arrumadinho, porém, fresco, já que as pernocas ficam aparecidas. Isso sem contar que por ficar soltinho, também minimiza aquela sensação ruim das roupas coladas no corpo nesses dias mais quentes. A única observação tanto pra chemises, quanto camisas, é com relação ao tecido. Se for muito quente, tiver a trama muito fechada, o desconforto é certo.

                                 

                              

                         

                               

                      


4) Calça alfaiataria!

É difícil demais usar calça jeans nesse calor, a não ser que a gente fique o tempo todo em ambiente totalmente climatizado. Se for pra rua, o desconforto é praticamente certo. As calças alfaiataria, principalmente as que possuem uma modelagem mais solta (cenoura, clochard, etc) ajudam na composição de looks arrumadinhos, estilosos e adequados aos ambientes mais formais.

               

                        

                         

                           

                               

Curtiram as inspirações? 

E me contem: tá difícil por aí também?? Rsrsrs.

Beijos